Venezuela na mira: o Dr. José Benjamín Pérez adverte sobre uma possível intervenção em meio ao reordenamento global

Leon

Da Monterrey, uma análise geopolítica apresenta um cenário de choque entre potências e antecipa um ponto crítico na América Latina

Monterrey, Nuevo León, México - 27 de setembro de 2025

Em um contexto internacional marcado por tensões crescentes entre as principais potências, o Dr. José Benjamín Pérez Matos apresentou uma análise estratégica sobre a evolução da ordem mundial, colocando o foco na América Latina e, particularmente, na situação da Venezuela como possível epicentro de um conflito de maior escala.

O diagnóstico exposto se insere em uma leitura mais ampla: o sistema internacional estaria atravessando um processo de reconfiguração estrutural, impulsionado pela disputa entre atores tradicionais e novos polos de poder.

Choque de blocos: Rússia e Estados Unidos

A partir da capital mexicana, o Dr. José Benjamín Pérez Matos delineou um cenário de confronto entre grandes potências, no qual o eixo principal situa-se na rivalidade entre Rússia e Estados Unidos. Segundo sua interpretação, os conflitos atuais não respondem a dinâmicas isoladas, mas a uma lógica de competição global que se manifesta em diferentes territórios.

Nesse contexto, afirmou: “Quando alguém vê tudo isso, e todas as Escrituras, e tudo o que está acontecendo no mundo sendo cumprido; e vê tudo o que está acontecendo com os Estados Unidos; vê o reino do rei do norte (Rússia) como está também; e essas guerras por aqui e guerras por lá…”, estabelecendo um vínculo direto entre os movimentos geopolíticos contemporâneos e uma leitura integral do cenário internacional.

A referência ao “rei do norte”, associada à Rússia, introduz uma interpretação que conecta os conflitos atuais a uma estrutura de poder em transformação, na qual as tensões entre blocos definem o rumo dos acontecimentos.

Venezuela como ponto de ruptura regional

O ponto mais sensível da análise concentra-se na Venezuela, país que, segundo o Dr. José Benjamín Pérez Matos, encontra-se em uma fase crítica de confronto interno e pressão externa. A escalada do conflito político teria ultrapassado os limites tradicionais de negociação, abrindo espaço para cenários mais extremos.

Nesse sentido, foi categórico ao afirmar: “Esse enfrentamento que há na Venezuela, que, pelo que se vê, será uma invasão; por bem ou por mal”, uma afirmação que posiciona o país caribenho como um potencial detonante de uma intervenção internacional.

A advertência sugere que a resolução da crise venezuelana poderia não ser canalizada por vias diplomáticas convencionais, mas através de mecanismos de maior pressão, com implicações diretas para a estabilidade regional.

Geopolítica e propósito: uma leitura integral do poder

Além da análise estritamente política, o Dr. José Benjamín Pérez Matos introduziu uma interpretação de caráter estrutural sobre o funcionamento do poder global. Segundo sua abordagem, as decisões dos Governos e as ações militares não respondem apenas a interesses conjunturais, mas fazem parte de uma rede mais ampla que transcende o visível.

Em suas palavras: “Deus permite tudo isso, porque há uma Palavra falada; e vai usar os mecanismos do próprio mundo, do próprio reino dos gentios, para que essa Palavra se cumpra”, indicando que as estruturas políticas internacionais atuam como instrumentos dentro de um processo de maior alcance.

Essa perspectiva vincula diretamente a dinâmica geopolítica com uma lógica de cumprimento de processos históricos, na qual os atores estatais atuam como veículos de transformações mais profundas.

Um continente sob pressão

A análise apresentada na Cidade do México deixa claro que a América Latina não se encontra à margem das tensões globais, mas integra ativamente o tabuleiro estratégico. Nesse contexto, a Venezuela surge como um ponto de inflexão que pode redefinir o equilíbrio regional.

A combinação de conflito interno, pressão internacional e disputa entre potências posiciona o país como um cenário-chave dentro da nova ordem em formação.

Em síntese, a advertência do Dr. José Benjamín Pérez Matos não se limita a um possível evento isolado, mas aponta para uma dinâmica mais ampla: a consolidação de uma nova ordem mundial em construção, na qual a América Latina —e especialmente a Venezuela— pode desempenhar um papel decisivo nos próximos desdobramentos do cenário internacional.

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